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sábado, 26 de maio de 2018

Opposite the Setting Sun | Em oposição ao Sol poente


Em 30 de abril, uma Lua cheia nasceu em oposição ao Sol poente. Seu brilho lunar amarelado mostra a silhueta de uma baixa cordilheira de arvores alinhadas ao longo da Montanha Lewis, nesta paisagem celeste no nordeste do Alabama. 

Também no campo de visão da telefoto, em oposição ao Sol estão a sombra cinza da Terra, o rosado Anel de Venus, e o brilhante planeta Jupiter. Aproximando-se de sua propria oposição de 2018, em 8 maio, Jupiter é ladeado por minusculos pontos de luz, tres de suas grandes luas galileanas. 

Europa está logo abaixo de Jupiter, e Ganimedes e Calisto, logo acima. Mais proximo e brilhante, nosso satelite natural parece grande, mas a Lua é fisicamente um pouco menor que Ganimedes e Calisto, e ligeiramente maior que o mundo aquoso Europa. Um olhar maior aguçado perceberá também as trilhas de dois jatos cruzando o límpido céu crepuscular.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha


On April 30, a Full Moon rose opposite the setting Sun. Its yellowish moonglow silhouettes a low tree-lined ridge along Lewis Mountain in this northeastern Alabama skyscape. 

Sharing the telephoto field-of-view opposite the Sun are Earth's grey shadow, the pinkish Belt of Venus, and bright planet Jupiter. Nearing its own 2018 opposition on May 8, Jupiter is flanked by tiny pinpricks of light, three of its large Galilean moons. 

Europa lies just below Jupiter, and Ganymede and Callisto are just above. Closer and brighter, our own natural satellite appears to loom large but the Moon is physically a little smaller than Ganymede and Callisto, and slightly larger than water world Europa. Sharp eyes will also spot the trails of two jets across the clear evening sky.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Galaxies Away | Galaxias distantes


Este impressionante grupo de galaxias está longe, muito longe, a cerca de 450 milhões de anos luz do planeta Terra, catalogado como o aglomerado galactico Abell S0740. Dominada pela grande galaxia eliptica central do aglomerado (ESO 325-G004), esta imagem reprocessada do Hubble inclui uma notavel variedade de formas de galaxias e tamanhos com apenas algumas estrelas pontudas em primeiro plano espalhadas pelo campo de visão. 

A gigantesca galaxia eliptica (à direita do centro) espalha-se por mais de 100.000 anos-luz e contém cerca de 100 bilhões de estrelas, sendo seu tamanho comparavel ao da espiral Via Lactea. Os dados do Hubble podem revelar uma riqueza de detalhes, mesmo nessas galaxias distantes, inclusive braços de trilhas de poeira, aglomerados estelares, estruturas de aneis e arcos de lentes gravitacionais.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

This stunning group of galaxies is far, far away, about 450 million light-years from planet Earth and cataloged as galaxy cluster Abell S0740. Dominated by the cluster's large central elliptical galaxy (ESO 325-G004), this reprocessed Hubble Space Telescope view takes in a remarkable assortment of galaxy shapes and sizes with only a few spiky foreground stars scattered through the field. 

The giant elliptical galaxy (right of center) spans over 100,000 light years and contains about 100 billion stars, comparable in size to our own spiral Milky Way galaxy. The Hubble data can reveal a wealth of detail in even these distant galaxies, including arms and dust lanes, star clusters, ring structures, and gravitational lensing arcs.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Jupiter Cloud Animation from Juno | Animação de nuvens em Jupiter pela Juno



Com as nuvens de Jupiter se movem? Para ajudar a descobrir isso, imagens obtidas com a espaçonave Juno da NASA durante sua ultima passagem proxima a Jupiter foram analisadas e digitalmente extrapoladas em um video de lapso temporal. 

O video de lapso temporal de oito segundo de duração, digitalmente extrapolado entre duas imagens obtidas a intervalos de apenas nove minutos, estima como a nuvens de Jupiter se movem durante 29 horas. Abstratamente, o resultado parece algo como um sonho psocodelico em forma de paisley. Cientificamente, no entanto, a  animação por computador mostra que tempestades circulares tendem a girar, enquanto faixas e zonas parecem fluir. 

Este movimento geral não é surpreendente, e já foi visto antes em videos de lapso tempral de Jupiter, embora nunca antes nesse nivel de detalhes. A região mostrada espalha-se por cerca de quatro vezes a area da Grande Mancha Vermelha de Jupiter. Resultados da Juno estão mostrando, inesperadamente, que os fenomenos climaticos de Jupiter podem se estender até muito abaixo dos topos das suas nuvens.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

How do Jupiter's clouds move? To help find out, images taken with NASA's Juno spacecraft during its last pass near Jupiter have been analyzed and digitally extrapolated into a time-lapse video. 

The eight-second time-lapse video, digitally extrapolated between two images taken only nine minutes apart, estimates how Jupiter's clouds move over 29 hours. Abstractly, the result appears something like a psychedelic paisley dream. Scientifically, however, the computer animation shows that circular storms tend to swirl, while bands and zones appear to flow. 

This overall motion is not surprising and has been seen on time-lapse videos of Jupiter before, although never in this detail. The featured region spans about four times the area of Jupiter's Great Red Spot. Results from Juno are showing, unexpectedly, that Jupiter's weather phenomena can extend deep below its cloud tops.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Spiral Galaxy NGC 4038 in Collision | Galaxia espiral NGC 4038 em colisão


Esta galaxia está tendo um mau milenio. na verdade, os ultimos 100 milhões de anos não tem sido tão bons, e, provavelmente, o proximo bilhão, aproximadamente, será bastante tumultuado. Visivel em direção ao canto inferior direito, NGC 4038 costumava ser uma galaxia espiral normal, cuidando da propria vida, até que NGC 4039, no alto, à sua esquerda, colidiu com ela. 

Os destroços resultantes, famosamente conhecidos com as Antenas, são mostrados aqui. Quando a gravidade reestrutura cada galaxia, nuvens de gas chocam-se entre si, formando-se brilhantes nos azuis de estrelas, massivas estrelas se formam e explodem, e filamentos marrons de poeira são espalhados por ali. Finalmente, as duas galaxias irão convergr em uma galaxia espiral maior. 

Tais colisões não são incomuns, e até  mesmo a Via lactea já passou por varias no passado, e deverá colidir com nossa vizinha Andromeda dentro de alguns bilhões de anos. Os quadros que compõem essa imagem foram obtidos através do Hubble por astronomos profissionais para uma melhor compreensão de colisoes galacticas. 

Esses quadros — e varias outras imagens do espaço profundo obtidas com o Hubble — desdde então se tornaram publicas, permitindo que amadores interessados as baixem e processem em, por exemplo, esta composição visualmente impressionante.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

This galaxy is having a bad millennium. In fact, the past 100 million years haven't been so good, and probably the next billion or so will be quite tumultuous. Visible toward the lower right, NGC 4038 used to be a normal spiral galaxy, minding its own business, until NGC 4039, to its upper left, crashed into it. 

The evolving wreckage, known famously as the Antennae, is featured here. As gravity restructures each galaxy, clouds of gas slam into each other, bright blue knots of stars form, massive stars form and explode, and brown filaments of dust are strewn about. Eventually the two galaxies will converge into one larger spiral galaxy. 

Such collisions are not unusual, and even our own Milky Way Galaxy has undergone several in the past and is predicted to collide with our neighboring Andromeda Galaxy in a few billion years. The frames that compose this image were taken by the orbiting Hubble Space Telescope by professional astronomers to better understand galaxy collisions. 

These frames -- and many other deep space images from Hubble -- have since been made public, allowing interested amateurs to download and process them into, for example, this visually stunning composite.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Moon Halo over Stone Circle | Halo sobre o Circulo de Pedra


Você já viu um halo ao redor da Lua? Essa visão relativamente comum ocorre quando nuvens finas a grandes altitides contendo milhões de minusculos cristais de gelo cobrem boa parte do ceu. 

Cada cristal de gelo atua como uma lente em miniatura. Como a maioria dos cristais tem um formato similar hexagonal alongado, a luz que entra por uma face do cristal e sai pela oposta com uma refração de 22 graus, que correspondem ao raio do halo da Lua. 

Um halo solar similar pode ser visivel durante o dia. A ciencia ainda investiga para saber exatamente como os cristais de gelo se formam em nuvens. Nesta imagem, o circulo de gelo no ceu é espelhado por um circulo de pedra no solo. 

Na foto tirada há apenas um mes em Pontypridd Common, Gales, Reino Unido, a Pedra Oscilante central  data da ultima era do gelo, enquanto as pedras ao redor nos circulos fora colocadas muito mais recentemente — durante os anos 1800.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Have you ever seen a halo around the Moon? This fairly common sight occurs when high thin clouds containing millions of tiny ice crystals cover much of the sky. 

Each ice crystal acts like a miniature lens. Because most of the crystals have a similar elongated hexagonal shape, light entering one crystal face and exiting through the opposing face refracts 22 degrees, which corresponds to the radius of the Moon Halo. 

A similar Sun Halo may be visible during the day. Exactly how ice-crystals form in clouds remains under investigation. In the featured image, the ice circle in the sky is mirrored by a stone circle on the ground. 

Taken just over a month ago in Pontypridd Common, Wales, UK, the central Rocking Stone survives from the last ice age, while the surrounding stones in the circles were placed much more recently -- during the 1800s.