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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Rigel and the Witch Head Nebula | Rigel e a nebulosa da Feiticeira


Pela luz estelar, este estranho rosto brilha no escuro, um perfil malévolo que evoca seu nome popular name, A Nebulosa da Cabeça de Bruxa. Na verdade, este impressionante retrato telescopico dá a impressão de que a bruxa fixou o olhar em Rigel, a estrela supergigante de Orion. 

Mais formalmente conhecida como IC 2118, a Nebulosa da Cabeça de Bruxa espalha-se por cerca de 50 anos-luz, sendo composta de grãos de poeira interestelar que refletem a luz da estrela Rigel. 

A cor azul da Nebulosa da cabeça de Bruxa e a poeira ao redor de Rigel deve-se não só à intensa luz azul de Rigel, mas também  ao fato de que os grãos de poeira espalham com mais eficiencia a luz azul do que a vermelha. 

Este mesmo processo físico faz com que o ceu diurno da Terra pareça azul, com a diferença de que o que causa essa difusão na atmosfera da Terra são moleculas de nitrogenio e oxigenio. Rigel, a Nebulosa da Cabeça de Bruxa, e o gas e a poeira que os rodeiam situam-se à distancia de uns 800 anos-luz.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

By starlight this eerie visage shines in the dark, a crooked profile evoking its popular name, the Witch Head Nebula. In fact, this entrancing telescopic portrait gives the impression that the witch has fixed her gaze on Orion's bright supergiant star Rigel. 

More formally known as IC 2118, the Witch Head Nebula spans about 50 light-years and is composed of interstellar dust grains reflecting Rigel's starlight. The blue color of the Witch Head Nebula and of the dust surrounding Rigel is caused not only by Rigel's intense blue starlight but because the dust grains scatter blue light more efficiently than red. 

The same physical process causes Earth's daytime sky to appear blue, although the scatterers in Earth's atmosphere are molecules of nitrogen and oxygen. Rigel, the Witch Head Nebula, and gas and dust that surrounds them lie about 800 light-years away.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

NGC 2623: Merging Galaxies from Hubble | Galáxias em fusão vistas através do Hubble


Onde as estrelas se formam quando galáxias colidem? Para ajudar a descobri a resposta, astronomos fotografaram a fusão proxima da galaxia NGC 2623 em alta resolução através do Hubble. 

Analises desta e de outras imagens do Hubble, assim como imagens de NGC 2623 em luz infravermelha através do Telescópio Espacial Spitzer, em luz de raios X pelo XMM-Newton, e em luz ultravioleta pelo GALEX, indicam que ambas as galaxias originalmente espirais paracem agora estar  muito envolvidas e que seus nucleos se unificaram em um só nucleo galactico  ativo (AGN). 

A formação estelar continua ao redor deste nucleo proximo ao centro da imagem, juntamente com as caudas de maré gravitacional alongadas visiveis em ambos os lados e, talvez surpreendentemente, em uma região externa ao núcleo no canto superior esquerdo, onde aglomerados de estrelas azuis aparecem. Colisões galacticas podem durar centenas de milhões de anos e requerer vários passos gravitacionalmente destrutivos. 

NGC 2623, também denominada Arp 243, estende-se por uns 50.000 anos-luz e situa-se a cerca de 250 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação do Caranguejo. Reconstruir as galaxias originais e como fusões galacticas ocorrem são coisas que costumam ser um desafio, às vezes impossivel, mas geralmente importante para a compreensão da evolução do universo.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Where do stars form when galaxies collide? To help find out, astronomers imaged the nearby galaxy merger NGC 2623 in high resolution with the Hubble Space Telescope. 

Analysis of this and other Hubble images as well as images of NGC 2623 in infrared light by the Spitzer Space Telescope, in X-ray light by XMM-Newton, and in ultraviolet light by GALEX, indicate that two originally spiral galaxies appear now to be greatly convolved and that their cores have unified into one active galactic nucleus (AGN). 

Star formation continues around this core near the featured image center, along the stretched out tidal tails visible on either side, and perhaps surprisingly, in an off-nuclear region on the upper left where clusters of bright blue stars appear. Galaxy collisions can take hundreds of millions of years and take several gravitationally destructive passes. 

NGC 2623, also known as Arp 243, spans about 50,000 light years and lies about 250 million light years away toward the constellation of the Crab (Cancer). Reconstructing the original galaxies and how galaxy mergers happen is often challenging, sometimes impossible, but generally important to understanding how our universe evolved.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

RCW 114: A Dragon's Heart in Ara | RCW 114: Um coração de dragão em Ara


Grande e com um formato espetacular, esta nuvem cosmica estende-se por cerca de 7 graus, o equivalente a 14 vezes o tamanho da Lua cheia através do céu do planeta Terra, na direção da constelação de Ara, ao sul. 

Difícil de fotografar, a aparição filamentar está catalogada como RCW 114, sendo rastreada neste mosaico telescopico pela caracteristica emissão avermelhada de atomos de hidrogenio ionizados. 

Na verdade, RCW 114 foi reconhecida como remanescente de uma supernova. Seus longos  filamentos de emissões são produzidos quando a onda de choque ainda em expansão de explosão mortifera de uma estrela de grande massa varre o meio interestelar circundante. 

Estimativas consistentes situam sua distancia a mais de 600 anos-luz, indicando um diametro de uns 100 anos-luz. A luz vinda da explosão de supernova que criou RCW 114 teria chegado à Terra há uns 20.000 anos. Uma estrela de neutrons ou pulsar foi recentemente identificada como sendo os restos colapsados do nucleo estelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Large and dramatically shaped, this cosmic cloud spans nearly 7 degrees or 14 full moons across planet Earth's sky toward the southern constellation Ara. 

Difficult to image, the filamentary apparition is cataloged as RCW 114 and traced in this telescopic mosaic by the telltale reddish emission of ionized hydrogen atoms. 

In fact, RCW 114 has been recognized as a supernova remnant. Its extensive filaments of emission are produced as the still expanding shockwave from the death explosion of a massive star sweeps up the surrounding interstellar medium. 

Consistent estimates place its distance at over 600 light-years, indicating a diameter of about 100 light-years or so. Light from the supernova explosion that created RCW 114 would have reached Earth around 20,000 years ago. A neutron star or pulsar has recently been identified as the collapsed remains of the stellar core.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Clouds of Andromeda | Nuvens de Andromeda


O que são aquelas nuvens ao redor da galaxia de Andromeda? Esta galaxia, M31, é frequentemente fotografada por astronomos baseados no planeta Terra. Sendo a mais proxima grande galaxia espiral, ela é uma vista familiar com escuras trilhas de poeira, um brilhante nucleo amarelado e braços espirais tracejados por nuvens de brilhantes estrelas azuis. 

Um mosaico de dados de imagens de boa exposição em banda larga e estreita, este retrato colorido de nosso vizinho universo-ilha contém impressionantes caracteristicas pouco familiares, no entanto; esmaecidas nuvens avermelhadas de gas hidrogenio ionizado incandescente no mesmo campo de visão. 

Essas nuvens de hidrogenio ionizado seguramente situam-se em primeiro plano na cena, bem no interior da Via Lactea. Elas são, provavelmente, associadas às penetrantes nuvens cirrus interestelares de poeira espalhadas a centenas de anos-luz acima do nosso plano galactico.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What are those red clouds surrounding the Andromeda galaxy? This galaxy, M31, is often imaged by planet Earth-based astronomers. As the nearest large spiral galaxy, it is a familiar sight with dark dust lanes, bright yellowish core, and spiral arms traced by clouds of bright blue stars. 

A mosaic of well-exposed broad and narrow-band image data, this colorful portrait of our neighboring island universe offers strikingly unfamiliar features though, faint reddish clouds of glowing ionized hydrogen gas in the same wide field of view. 

These ionized hydrogen clouds surely lie in the foreground of the scene, well within our Milky Way Galaxy. They are likely associated with the pervasive, dusty interstellar cirrus clouds scattered hundreds of light-years above our own galactic plane.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Three Galaxies and a Comet | Três galaxias e um cometa


Luz estelar difusa e escuras nebulosas ao longo do  sul da Via Lactea traçam um arco sobre o horizonte e se espalham diagonalmente através desta deslumbrante paisagem noturna. O mosaico de tirar o folego abrange amplos 100 graus, com o terreno acidentado da Patagonia, na Argentina, a região em primeiro plano. 

Juntamente com a visão interna de nossa galaxia, a imagem mostra nossa perspectiva externa de duas galaxias satélites irregulares - a Grande a a Pequena Nuvem de Magalhães. A cena também capta a ampla cauda e a brilhante cabeleira do Cometa McNaught, o Grande Cometa de 2007.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Diffuse starlight and dark nebulae along the southern Milky Way arc over the horizon and sprawl diagonally through this gorgeous nightscape. The breath-taking mosaic spans a wide 100 degrees, with the rugged terrain of the Patagonia, Argentina region in the foreground. 

Along with the insider's view of our own galaxy, the image features our outside perspective on two irregular satellite galaxies - the Large and Small Magellanic Clouds. The scene also captures the broad tail and bright coma of Comet McNaught, the Great Comet of 2007.