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domingo, 22 de outubro de 2017

Haumea of the Outer Solar System | Haumea da extremidade do Sistema Solar


Recentemente, descobriu-se a existencia de um anel ao redor de um dos mais estranhos objetos da extremidade do sistema solar. O objeto, chamado Haumea, é o quinto planeta  designado anão, depois de Plutão, Ceres, Eris, e Makemake. 

O formato oblongo de Haumea o torna bastante incomum. Em uma direção, Haumea é muito mais longo que Plutão, e em outra,  sua extensão é bastante semelhante à de Plutão, ao passo que na terceira direção, é bem menor. 

A orbita de Haumea às vezes o leva mais para perto do Sol do que Plutão, porém, normalmente, Haumea está mais além. Na concepção artistica acima Haumea é mostrado como um elipsoide cheio de crateras circundado por um anel uniforme. 

Originalmente descoberto em 2003, tendo sido temporariamente designado 2003 EL61, Haumea foi renomeado em 2008 pela  IAU (União Astronômica Internacional)  em homenagem a uma deusa Havaiana. Além do anel descoberto neste ano, Haumea tem duas pequenas luas, descobertas em 2005, chamadas Hi'iaka e Namaka, filhas da deusa.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

One of the strangest objects in the outer Solar System has recently been found to have a ring. The object, named Haumea, is the fifth designated dwarf planet after Pluto, Ceres, Eris, and Makemake. 

Haumea's oblong shape makes it quite unusual. Along one direction, Haumea is significantly longer than Pluto, while in another direction Haumea has an extent very similar to Pluto, while in the third direction is much smaller. 

Haumea's orbit sometimes brings it closer to the Sun than Pluto, but usually Haumea is further away. Illustrated above, an artist visualizes Haumea as a cratered ellipsoid surrounded by a uniform ring. 

Originally discovered in 2003 and given the temporary designation of 2003 EL61, Haumea was renamed in 2008 by the IAU for a Hawaiian goddess. Besides the ring discovered this year, Haumea has two small moons discovered in 2005, named Hi'iaka and Namaka for daughters of the goddess.

Two Black Holes Dancing in 3C 75 | Dois buracos negros dançando em 3C 75


O que está acontecendo no centro da galaxia ativa 3C 75? As duas fontes brilhantes ao centro desta imagem composta de raios x (azul)/ radio (rosa) estão coorbitando buracos negros supermassivos alimentando a gigantesca fonte de radio 3C 75. 

Circundados por gás emissores de raios e a temperaturas de vários milhões de graus, e expelindo jatos de particulas relativisticas, os buracos negros supermassivos estão separados por 25.000 anos-luz. 

Nos nucleos de duas galaxias em fusao no aglomerado galactico Abell 400, eles estão distantes uns 300 milhões de anos-luz. Astronomos conclurm que esses dois buracos negros supermassivos são mantidos juntos pela gravidade em um sistema binario, em parte porque a aparencia consistente dos jatos voltados para trás deve-se, mais provavelmente, ao seu movimento comum, quando eles atravessam velozmente o quente aglomerado gasoso, a 1200 quilometros por segundo. 

Acredita-se que essas espetaculares  fusões cosmicas sejam comuns em ambientes de aglomerados galacticos muito populosos no universo distante. Em seus estágios finais as fusões devem ser intensas fontes de ondas gravitacionais.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What's happening at the center of active galaxy 3C 75? The two bright sources at the center of this composite x-ray (blue)/ radio (pink) image are co-orbiting supermassive black holes powering the giant radio source 3C 75. 

Surrounded by multimillion degree x-ray emitting gas, and blasting out jets of relativistic particles the supermassive black holes are separated by 25,000 light-years. 

At the cores of two merging galaxies in the Abell 400 galaxy cluster they are some 300 million light-years away. Astronomers conclude that these two supermassive black holes are bound together by gravity in a binary system in part because the jets' consistent swept back appearance is most likely due to their common motion as they speed through the hot cluster gas at 1200 kilometers per second. Such spectacular cosmic mergers are thought to be common in crowded galaxy cluster environments in the distant universe. In their final stages the mergers are expected to be intense sources of gravitational waves.

sábado, 21 de outubro de 2017

A Beautiful Trifid | Um belo Tridente


A bela Nebulosa do Tridente é um estudo cosmico em contrastes. Também denominada M20, ela está situada a cerca de 5.000 anos-luz, na direção da constelação de Sagitario, rica em nebulosas. 

Uma região de formação estelar no plano de nossa galáxia, o Tridente ilustra três diferentes tipos de nebulosas astronomicas; as de emissões vermelhas, dominadas por luz emitida por atomos de hidrogenio, as de  reflexão azul, produzidas por poeira refletindo a luz estelar, e nebulosas escuras onde densas nuvens de poeira aparecem em silhueta. 

Mas a região de emissões vermelhas, mal separada em tres partes por trilhas de poeira obscurecedora, é que dá ao tridente seu nome popular. Pilares e jatos esculpidos por estrelas recém-formadas, abaixo e à esquerda do centro da nebulosa de emissões, aparecem em famosas imagens em close-up da região obtidas com o Hubble. A  Nebulosa do Tridente tem cerca de 40 anos-luz de diametro. Demasiado esmaecida para ser vsta a olho nu, ela cobre  uma area quase equivalente à da Lua no ceu do planeta Terra.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The beautiful Trifid Nebula is a cosmic study in contrasts. Also known as M20, it lies about 5,000 light-years away toward the nebula rich constellation Sagittarius. 

A star forming region in the plane of our galaxy, the Trifid does illustrate three different types of astronomical nebulae; red emission nebulae dominated by light from hydrogen atoms, blue reflection nebulae produced by dust reflecting starlight, and dark nebulae where dense dust clouds appear in silhouette. 

But the red emission region roughly separated into three parts by obscuring dust lanes is what lends the Trifid its popular name. Pillars and jets sculpted by newborn stars, below and left of the emission nebula's center, appear in famous Hubble Space Telescope close-up images of the region. The Trifid Nebula is about 40 light-years across. Just too faint to be seen by the unaided eye, it almost covers the area of the Moon in planet Earth's sky.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Under the Galaxy | Sob a galáxia


A Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satelite da Via Láctea,paira sobre o horizonte sul nesta visão de telefoto obtida no Observatorio Las Campanas, no planeta Terra. No escuro céu de setembro do deserto de Atacama, no Chile, a pequena galáxia ocupa uma impressionante extensão de uns 10 graus, que equivalem a 20 vezes a Lua Cheia. 

O panorama da sensível camera digital também registrou um esmaecido e penetrante brilho atmosférico, ou airglow, normalmente invisível a olho nu. As luzes terrestres aparentemente brilhantes em primeiro plano são, na verdade, a iluminação muito tênue do aglomerado de acomodações para os astronomos e engenheiros do observatorio. 

Mas o topo achatado da montanha ao longo do horizonte logo abaixo da galáxia é o pico de Las Campanas, que irá abrigar o futuro Telescópio Gigante de Magalhães.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Large Magellanic Cloud, a satellite galaxy of the Milky Way, stands above the southern horizon in this telephoto view from Las Campanas Observatory, planet Earth. In the dark September skies of the Chilean Atacama desert, the small galaxy has an impressive span of about 10 degrees or 20 Full Moons. 

The sensitive digital camera's panorama has also recorded a faint, pervasive airglow, otherwise invisible to the eye. Apparently bright terrestrial lights in the foreground are actually very dim illumination from the cluster of housing for the observatory astronomers and engineers. But the flattened mountain top along the horizon just under the galaxy is Las Campanas peak, home to the future Giant Magellan Telescope.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Star Cluster NGC 362 from Hubble | O aglomerado estelar NGC 362 visto pelo Hubble


Se o Sol estivesse próximo do centro de NGC 362, o céu noturno brilharia como uma caixa de joias de estrelas brilhantes. Centenas de estrelas brilhariam mais intensamente do que a Siria, e em várias cores diferentes. 

Embora essas estrelas pudessem se tornar parte de constelações de tirar o  fôlego e de um folclore intrincado, seria difícil para habitantes planetários por lá ver —  e consequentemente compreender — o universo maior além. NGC 362 é apenas um entre cerca de 170 aglomerados estelares globulares que existem na Via Láctea. 

Este aglomerado  estelar é um dos mais jovnes globulares, formando-se, provavelmente, muito depois da nossa galáxia. NGC 362 pode ser visto a olho nu em frente à Pequena Nuvem de Magalhães, e angularmentes próximo ao segundo mais brilhante aglomerado globular conhecido, 47 Tucanae. 

Esta imagem foi obtida através do Hubble para ajudar a melhor compreender como as estrelas de grande massa acabam próximas aos centros de alguns aglomerados globulares.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

If our Sun were near the center of NGC 362, the night sky would glow like a jewel box of bright stars. Hundreds of stars would glow brighter than Sirius, and in many different colors. 

Although these stars could become part of breathtaking constellations and intricate folklore, it would be difficult for planetary inhabitants there to see -- and hence understand -- the greater universe beyond. NGC 362 is one of only about 170 globular clusters of stars that exist in our Milky Way Galaxy. 

This star cluster is one of the younger globulars, forming likely well after our Galaxy. NGC 362 can be found with the unaided eye nearly in front of the Small Magellanic Cloud, and angularly close to the second brightest globular cluster known, 47 Tucanae. 

The featured image was taken with the Hubble Space Telescope to help better understand how massive stars end up near the center of some globular clusters.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

GW170817: A Spectacular Multi-Radiation Merger Event Detected | GW170817: Um espetacular evento de fusão de multi radiação detectado



Radição gravitacional e eletromagnetica foram detectadas em rapída sucessão em um evento de fusão explosiva, pela primeira vez. Dados da explosão combinam muito bem com uma espetacular espiral de morte de estrela de neutrons binaria. 

O episodio explosivo foi visto em 17 de agosto na próxima NGC 4993, uma galaxia eliptica distante apenas 130 milhões de anos-luz. Ondas gravitacionais foram vistas primeiro pelos observatorios baseados em solo LIGO e Virgo, enquanto, segundos mais tarde, o observatorio orbital terrestre Fermi  detectou raios gama, e hora depois disso, o Hubble e outros observatorios detectaram luz através de todo o espectro eletromagnetico. 

Este é um filme ilustrativo animado dos provaveis progenitores do evento. O video representa estrelas de neutrons quentes espiralando em direção uma à outra e emitindo radiação gravitacional. 

Quando elas se fundem, um potente jato se projeta,  drives a explosão de raios gama de curta duração, seguida de nuvens de material ejetado e, com o tempo, um episodio optico do tipo supernova, chamado quilonova. 

Essa primeira detecção coincidente confirma que eventos LIGO podem estar associados a explosão de raios gama de curta duração. Acredita-se que essas potentes fusões de estrelas de neutrons tenham espalhado pelo universo varios nucleos pesados, inclusive o iodo necessário à vida e o uranio e plutonio necessarios para a energia de fissão nuclear. Pode ser que você já carregue um souvenir de uma dessas explosões — pois acredita-se que elas sejam as criadoras originais dos atomos de ouro.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Both gravitational and electromagnetic radiations have been detected in rapid succession for an explosive merging event for the first time. Data from the outburst fit well with a spectacular binary neutron-star death-spiral. 

The explosive episode was seen on August 17 in nearby NGC 4993, an elliptical galaxy only 130 million light years distant. Gravitational waves were seen first by the ground based LIGO and Virgo observatories, while seconds later the Earth-orbiting Fermi observatory detected gamma-rays, and hours after that Hubble and other observatories detected light throughout the electromagnetic spectrum. 

Pictured is an animated illustrative movie of the event's likely progenitors. The video depicts hot neutron stars as they spiral in toward each other and emit gravitational radiation. 

As they merge, a powerful jet extends that drives the short-duration gamma-ray burst, followed by clouds of ejecta and, over time, an optical supernova-type episode called a kilonova. This first coincident detection confirms that LIGO events can be associated with short-duration gamma-ray bursts. Such powerful neutron star mergers are thought to have seeded the universe with many heavy nuclei including the iodine needed for life and the uranium and plutonium needed for nuclear fission power. You may already own a souvenir of one of these explosions -- they are also thought to be the original creators of gold.